As escolas precisam organizar projetos para combater o avanço desta violência, investindo em palestras que mostrem a gravidade desse tipo de violência dentro da sociedade. Investindo na expansão desse assunto, o ambiente escolar tende a melhorar significativamente.
Deixe aqui algumas ideias e sugestões para prevenção desse problema
Muito se diz sobre o combate à violência, porém, levando ao pé da letra, combater significa guerrear, bombardear, batalhar, o que não traz um conceito correto para se revogar a mesma. As próprias instituições públicas utilizam desse conceito errôneo, princípio que deve ser o motivador para a falta de engajamento dessas ações.Levar esse tema para a sala de aula desde as séries iniciais é uma forma de trabalhar com um tema controverso e presente em nossas vidas, oportunizando momentos de reflexão que auxiliarão na transformação social.
Com recortes de jornais e revistas, pesquisas, filmes, músicas, desenhos animados, notícias televisivas, dentre outros os professores podem levantar discussões acerca do tema numa possível forma de criar um ambiente de respeito ao próximo, considerando que todos os envolvidos no processo educativo devem participar e se engajar nessa ação, para que a mesma não se torne contraditória. E muito além das discussões e momentos de reflexão, os professores devem propor soluções e análises críticas acerca dos problemas a fim de que os alunos se percebam capacitados para agir como cidadãos.
Afinal, a credibilidade e a confiança são as melhores formas de mostrar para crianças e jovens que é possível vencer os desafios e problemas que a vida apresenta.
Aluno de sétima série é condenado por bullying em Belo Horizonte
SÃO PAULO - Um aluno da 7ª série do Colégio Santa Doroteia de Belo Horizonte (MG) foi condenado por prática de bullying contra uma colega de classe. A indenização, fixada pelo juiz Luiz Artur Rocha Hilário, da 27ª Vara Cível de Belo Horizonte, é de R$ 8 mil. A decisão é em primeira instância e ainda cabe recurso.
A estudante disse que, em pouco tempo de convivência escolar, o menino começou a lhe colocar apelidos e fazer insinuações sobre a sua sexualidade. Ela afirmou ainda que procurou a coordenadora da 7ª série e que seus pais chegaram a conversar na escola, mas não tiveram respostas.
É a prática realizada através da internet que busca humilhar e ridicularizar os alunos, pessoas desconhecidas e também professores perante a sociedade virtual. Apesar de ser praticado de forma virtual, o cyberbullying tem preocupado pais e professores, pois através da internet os insultos se multiplicam rapidamente e ainda contribuem para contaminar outras pessoas que conheçem a vítima. Os meios virtuais utilizados para disseminar difamações e calúnias são as comunidades, e-mails, torpedos, blogs e fotologs. Além de discriminar as pessoas, os autores são incapazes de se identificar, pois não são responsáveis o bastante para assumirem aquilo que fazem. É importante dizer que mesmo anônimos, os responsáveis pela calúnia sempre são descobertos.
Texto produzido pelos alunos da Turma Aprendizagem Comercial - Senac Canoas
Aprendizes do crime
A grande Porto Alegre e suas cidades vizinhas estão lotadas. Cada bairro, vila e rua é palco da rivalidade dos Aprendizes do crime ou – como são conhecidos – bondes (antigas gangues). Os chamados bondes, são compostos por garotos e garotas entre 12 e 17 anos, onde o seu principal objetivo é “ser visto”, ou seja, passar a ideia de liderança e o domínio de um determinado território. Para serem vistos, criam o seu determinado estilo, alguns optam pelo boné “enterrado” no rosto, outros optam pelo estilo running (adidas ou nike), ou ainda, há aqueles que usam suas próprias camisas personalizadas, com desenhos e frases, muitas vezes intimando a polícia e bondes rivais, além do estilo criam letras de músicas que fazem apologia á violência. Sua fama é feita através de sites de relacionamentos, promovem festas, fazem arrastões, pichações e roubos, como de bonés, camisas de bondes rivais, tênis, entre outros. Logo após o roubo usam os pertences furtados como troféus, para humilhar seus adversários. Para ser um aprendiz do crime, o jovem terá que convencer a diretoria, ou seja, os líderes. Geralmente para convencê-los devem pichar em lugares difíceis como em igrejas, prédios ou até no posto da Brigada Militar; além de pichar usam drogas como maconha, cocaína e crack. Essas medidas são tomadas para ver se o jovem tem a capacidade de levar uma vida de bonde. Através de “rixas”, jovens acabam cometendo homicídios, como o caso que aconteceu no Parque da Redenção em Porto Alegre, no dia 28 de fevereiro de 2010, um jovem de 15 anos foi atingido por uma bala perdida em um confronto entre bondes da capital. Em nosso ponto de vista, os jovens que entram nessa vida, são aqueles que um dia foram humilhados ou até mesmo por não ter atenção dos pais. Antes de você entrar nessa vida, deve ter consciência que terá só três “C's” (cadeia, cadeira de rodas ou cemitério). Por isso pense bem antes de tomar qualquer decisão, afinal você decide o seu futuro.
Autores do texto: Axel Ismael Weimberg Karoline Lopes Kosloski Leonardo da Silva Nathália Bernardo da Silva
Artigo publicado na Zero Hora de domingo - 09/05/10
O DRAMA DO BULLYING
Quando ir à escola é um pesadelo
Há pouco mais de uma semana, as constantes provocações de colegas deixaram à beira da morte uma estudante de 14 anos da Capital. Motivo de comentários depreciativos devido ao formato levemente arredondado de seu nariz, às roupas simples e ao jeito tímido, a aluna tomou uma dose excessiva de antidepressivos. O drama ilustra a dificuldade revelada por famílias, professores e escolas para debelar o bullying, fenômeno que pode resultar em traumas duradouros e até provocar alterações na personalidade.
A palavra "Bully" é de origem inglesa e significa "valentão". Grande parte das pessoas confunde ou tende a interpretar o bullying simplesmente como a prática de atribuir apelidos pejorativos às pessoas, associando a prática exclusivamente com o contexto escolar.
Bullying, pode ser definido como o conjunto de atitudes agressivas intencionais, repetitivas e sem razão aparente cometida por um aluno - ou grupo - que causa sofrimento a outro. O bullying traz um indesejado desequilíbrio de poder entre iguais.